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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Gênesis | Capítulo 35

Esse capítulo poderia ser marcado apenas pelos encontros de Jacó com Deus e suas implicações, porém com a entrada do pecado, a morte é uma realidade inevitável mesmo aqueles que caminham ao lado do Deus da vida, ainda que por pouco tempo, ela ainda tem que nos machucar.

Jacó mais uma vez é visto fugindo, três razões são destacadas em virtude desta fuga:

1. O chamado de Deus
2. Circunstâncias físicas
3. Necessidades espirituais

Jacó recebe então um convite que se ecoa até nós hoje, lancemos fora todo e qualquer deus e sejamos purificados para recebermos novas vestes. (v. 2) "Jacó reconhece, na chamada divina para que retornasse a Betel, a necessidade de renovar as relações estabelecidas com Deus, mediante a abolição da idolatria, que lhe transtornara o ambiente doméstico".  (Shedd, v. 2)

E deste modo nos relacionemos sem impedimentos ao Deus que nos atende. (v. 3) E como a semelhança de Jacó nos acheguemos a Luz. (v. 6)

Quando nos faltar aqueles que são da mesma origem que nós, quer por morte ou por desavenças, tenhamos sempre viva na mente, o conhecimento de que o Deus que nos trouxe a existência nunca faltará, mesmo que as circunstâncias pareçam indicar o contrário. (v. 7)

Por alguma razão que no momento eu desconheço, uma menção é feita ao sepultamento de Débora, a  ama de Rebeca. (v. 8)

No verso 9 fica evidente que "nenhuma barreira mais existira ente Jacó e o seu criador". (Shedd, v. 9)

Esse capítulo em seu primeiro tema, tem uma indicação muito escatológica, como se Jacó fosse um tipo do povo de Deus, após passar os portais celestiais. Primeiro é convidado a ser santificado, depois a ter as vestes mudadas e por fim a mudança do seu nome, e do mesmo modo se dará a todos os salvos conforme o Apocalipse 3.18; 2.17.(v. 10)

E Jacó mais uma vez aparece construindo um altar ao Senhor. O que temos construído por onde temos passado? (v. 14) [estudar sobre esse tema da libação]

O viver em comunhão com Deus implica no seguinte (Shedd, v. 15):

1. Abolição de todos os ídolos (v.4)
2. Mudança de nome (v. 10), que corresponde ao novo nascimento em Cristo (At 11.26)
3. Confiar em suas promessas (v.11-12)
4. Ver e ouvir a Deus (v. 9,13,14).

As vezes aquilo que mais desejamos é o que acabará nos consumindo. Raquel nem tinha terminado de ter o primeiro filho e pediu mais um filho (Gn 30.24), esse por sua vez nasceu ao custo de sua vida. (v. 16-20)

Não obstante Deus em sua onipotência reverte erros, maldição aparentes, em acertos e bênção. "Benoni, 'filho de minha dor'; Benjamim, 'filho de minha mão direita'. Ambos os nomes se aplicam de modo maravilhoso à pessoa do Senhor Jesus Cristo como filho de Deus". (Shedd, v. 18)

Além de ser uma resposta a oração de uma mãe.

É curioso que o incidente vivido por Rúben será mencionado mais uma vez por um jovem na igreja de Corinto.

Temos então no capítulo o terceiro funeral, agora o do Patriarca Isaque, descendo a sepultara aos 180 anos e semelhante a seu pai (Gn 15.15; 25.7,8), com condições de viver ainda mais. (v. 28,29)